MITOS NO EGITO

Mitos do antigo Egito, que descrevem as ações dos deuses egípcios, como meio de compreensão do cosmos. O Mito aparece com freqüência nos escritos egípcios e na arte, especialmente em histórias curtas e material religioso, como hinos, textos rituais, textos funerários e decoração do templo. Estas fontes raramente contêm um relato
completo de um mito e, muitas vezes descrevem apenas breves fragmentos. Esta falta de narrativa nos escritos relacionados com o mito levou ao debate os estudiosos sobre se mitos  existiam na antiga cultura egípcia.
Inspirado pelos ciclos da natureza, os egípcios viram  no presente  uma série de padrões recorrentes, enquanto que os primeiros períodos de tempo foram lineares. Mitos são definidos nestes primeiros tempos, o mito define o padrão para os ciclos do presente. Eventos presentes repetem os eventos do mito, e ao fazê-lo renovam  a ordem fundamental do cosmos.
Entre os episódios mais importantes do passado mítico são os mitos da criação, em que os deuses formam o universo do caos primordial; as histórias do reino do deus sol Ra sobre a terra, e do mito de Osíris e Ísis, a respeito da lutas dos deuses Osiris, Isis e Hórus contra o deus Set perturbador. Eventos do presente que possam ser considerados como mitos incluem a jornada diária de Ra através do mundo e sua contra-parte de outro mundo, o Duat. Temas recorrentes nesses episódios míticos incluem o conflito entre os defensores da Ma'at e as forças da desordem, a importância do faraó na manutenção Ma'at, e a morte e regeneração contínua dos deuses.
Os detalhes destes eventos sagrados diferem muito de um texto para outro e muitas vezes parecem contraditórios. Todos os mitos egípcios, no entanto, são destinados principalmente a símbolos, expressando o comportamento e a essência das divindades misteriosas em termos metafóricos. Cada variante de um mito representa uma perspectiva simbólica um pouco diferente, enriquecendo a compreensão dos egípcios dos deuses e do mundo.
A mitologia influenciou profundamente a cultura egípcia. Ela formou a maior parte da base para a antiga religião egípcia, inspirou e influenciou muitos de seus rituais e forneceu a base ideológica para a realeza. Cenas e símbolos do mito apareceram em arte em tumbas, templos e amuletos. Na literatura, os mitos ou elementos deles foram usados em histórias que vão desde humor a alegoria, o que demonstra a prevalência da mitologia e versatilidade na tradição egípcia.
Há algum debate entre os egiptólogos sobre qual das crenças no antigo Egito deve ser classificada como mito. A definição básica de mito sugerido por John Baines é "uma narrativa central, sagrada ou culturalmente". No Egito, as narrativas centrais para a cultura e a religião são quase inteiramente sobre os eventos entre os deuses.
Narrativas reais sobre as ações dos deuses são raras em textos egípcios, particularmente em períodos iniciais, e a maioria das referências a tais eventos são mera menção ou alusões. Alguns egiptólogos, afirmam que as narrativas completas são suficientes para serem chamadas de "mitos" e existiram em todos os períodos, mas que a tradição egípcia não favoreceu escrevê-las. Outros, como Jan Assmann, têm argumentado que os verdadeiros mitos eram raros no Egito.
Recentemente, no entanto, estudiosos sugeriram que a longa narração é desnecessária, e até mesmo estranha para, a natureza complexa e flexível da mitologia egípcia, pois as narrativas tendem em direção a uma perspectiva simples e fixa sobre os acontecimentos que descrevem. Se a exigência de narração é descartado, qualquer declaração que transmite uma idéia sobre o funcionamento do cosmos, descrevendo a natureza ou as ações de um deus pode ser chamado de "MITO".

ZEUS



Zeus era o filho mais novo de Cronos . Sua mãe, Rhea, salvou Zeus de Cronos, quando ela o escondeu na ilha de Creta. Kronos havia engolido seus filhos anteriores, e quando Zeus nasceu,Rhea rapidamente substituiu o corpo da criança por uma pedra embrulhada em roupas para que Kronos não o engolisse. Kronos engoliu a pedra sem hesitação.Quando Zeus ficou mais velho, ele enganou seu pai deu a ele uma poção venenosa  e o fez  regurgitar seus irmãos e irmãs e levou sua geração a uma batalha contra os Titãs. Kronos foi derrubado, e Zeus tomou o controle do universo. Muitos foram atraídos para dividir o reino - Hades tornou-se deus do  submundo, Poseidon assumiu o controle do mar. Os céus e a terra ficaram para  Zeus que se tornou Rei dos deuses,  o deus supremo da antiga religião grega. Prometeu, um dos titãs da mitologia grega, era o deus do fogo. Um mestre artesão considerado o mais sábio de sua raça, ele foi designado a criação dos seres humanos e deu-lhes fogo, vários tipos de habilidades e conhecimentos. Seu
nome significa "premeditação".Prometeu era filho do Titã Japeto . Atlas e Epimeteu  eram seus irmãos; Hesione, filha do Titã Oceanus, era sua esposa.Titans eram uma  família de gigantes que dominaram a Terra até serem derrubados pelos deuses gregos do Olimpo.Quando Zeus  e os outros deuses do Olimpo se rebelaram contra os Titãs, Prometeu ficou ao lado dos deuses e, assim, ganhou sua confiança.. Para mostrar sua gratidão, Athena ensinou a Prometeu astronomia, matemática, arquitetura, navegação, metalurgia, escrita e outras habilidades úteis. Mais tarde, ele passou esse conhecimento para os humanos.
Campeão da Humanidade. Prometeu criou os seres humanos por meio da formulação de pedaços de argila em pequenas figuras que se assemelham aos deuses. Athena admirada soprou sobre eles, dando-lhes a vida. Zeus não gostava das criaturas, mas ele não podia destrui-las. Ele, no entanto, limitau-lhes a terra e negou-lhes a imortalidade. Prometeu sentia pena  dos seres humanos, por isso, deu-lhes fogo e ensinou-lhes várias artes e habilidades.Prometeu foi dada a tarefa de determinar como seriam os sacrifiçios feitos aos deuses.O titã matou um boi e o fracionou em dois pedaços, ambos ocultos em tiras de couro; destas frações uma detinha somente gordura e ossos, enquanto a carne estava reservada para o pedaço menor. Prometeu tentou oferecer a parte mínima para os deuses olímpicos, mas Zeus não aceitou, pois desejava o bocado maior. Assim sendo, o filho de Jápeto lhe concedeu este capricho, mas ao se dar conta de que havia sido ludibriado, Zeus se enfurece e subtrai da raça humana o domínio do fogo.
Irritado com este truque, Zeus puniu os seres humanos através da retenção do fogo de forma que eles teriam que viver em frio e escuridão e comer carne crua. Prometheus prontamente foi para Olympus , roubou uma centelha de fogo de Hefesto, e levou-a de volta para os seres humanos. Quando Zeus descobriu o que Prometeu tinha feito, ele jurou vingança. Ele ordenou a Hefesto para criar uma mulher de argila, e dar vida a ela. Atena e outras deusas vestiram a mulher, cujo nome era Pandora.Zeus enviou Pandora como presente a Epimeteu irmão de Prometeu, que se casou com ela, apesar das advertências de Prometeu para não aceitar nenhum presente de Zeus. Pandora trouxe com ela uma caixa (que alguns dizem se tratar de um vaso ) contendo o mal, a doença, a pobreza, a guerra, e outros problemas. Quando Pandora abriu a caixa por curiosidade ela lançou essas dores para o mundo, e Zeus, assim, ganhou sua vingança contra a humanidade sendo que a única coisa que restou e ficou presa na caixa foi a esperança.
Na mitologia grega, Prometeu era um artesão sábio que ensinou aos seres humanos muitas habilidades úteis, incluindo navegação, escrita e arquitetura.Para punir Prometeu, Zeus o acorrentou a uma rocha em um pico de montanha. Todos os dias uma águia rasgava o corpo de Prometeu e comia seu fígado, e toda noite o fígado crescia de volta. Porque Prometeu era imortal, ele não podia morrer. Mas ele sofreu infinitamente.Prometeu  permaneceu acorrentado e em agonia por milhares de anos. Os outros deuses imploraram a Zeus por misericórdia, mas ele se recusou. Finalmente, Zeus ofereceu liberdade a Prometeu se ele revelasse um segredo que só ele sabia. Prometeu disse a Zeus que a ninfa do mar Thétis teria um filho que se tornaria maior do que seu pai. Esta foi a informação importante. Zeus e seu irmão Poseidon  desejavam Thetis, mas eles não quizeram se casar prefiriram que ela se casasse com um mortal, para que seu filho não representasse um desafio ao seu poder.
Zeus enviou Hércules para matar a águia que atormentava Prometeu e de quebrar as correntes que o prendiam. Após seus anos de sofrimento, Prometeu estava livre. Para recompensar 
Hércules por sua ajuda, Prometeu aconselhou-o como obter as maçãs douradas de Hespérides, um dos 12 trabalhos que o famoso herói teve que realizar.

Mas isto fica para o proximo Mitos no Mundo

BELEROFONTE

Filho de Glauco e neto de Sísifo, Belerofonte nasceu em Corinto e recebeu dos deuses o dom de uma incomparável  beleza, além de outros dotes que tornam um mortal amado pelos seus semelhantes. Glauco, provando uma erva misteriosa, de pescador fora transformado em divindade marinha, ao passo que Sísifo, por haver acorrentado a Morte que Zeus incumbira de ir buscá-la, fora condenado a rolar uma enorme pedra para cima de um íngreme declive, e que, apenas chegada ao alto, tombava de novo ao vale, e devia ser novamente impulsionada para cima. O descendente de tais personagens teve uma vida repleta de aventuras, desde quando, obrigado a fugir da nativa Corinto, refugiou-se em Argos, junto ao rei Prêto. A esposa deste, Antéia, apaixonou-se pelo jovem hóspede, mas como ele lhe recusara as amorosas lisonjas, ela o caluniou, contando o caso ao marido, sob nova versão. Prêto, apesar das insistências da consorte, não teve coragem de matar o jovem, e, resolvido a enviá-lo ao seu sogro Iobates, rei da Lícia, entregou-lhe uma carta sinetada, na qual prevenia o sogro para mandar matar o homem que lhe entregasse. Mas tampouco Iobates teve coragem de executar o belíssimo rapaz, e recorreu a um estratagema: ordenou-lhe que matasse a Quimera, um monstro fabuloso, que tinha cabeça de leão, peito de cabra, cauda de dragão, e que expelia chamas pela boca. Tal monstro era filho de Echdina e Tifon, que tinha cem cabeças de dragão e que aterrorizava os habitantes da Lícia.

Um útil aliado, Belerofonte encontrou no cavalo alado Pégaso, que já tão bem servia Perseu; e, nele montado pode pairar por cima da Quimera, a quem trespassou com um dardo. Depois, satisfeito por haver realizado felizmente e empresa, retornou à côrte de Iobates, levando-lhe os despojos do monstro morto. Mas o sogro de Prêto não ficou satisfeito ainda , e mandou-o combater os Solimos, rude e belicioso povo, que habitava os confins da Lícia, e que Belerofonte exterminou sem muita dificu
ldade. O rei não hesitou, então, em confiar-lhe outra perigosa incumbência: aquela de combater as Amazonas, as ferozes mulheres  guerreiras, que habitavam a  Capadócia e Cítia, e que, mais tarde, foram afrontadas por Teseu e também por Hércules. Mas, nem desta vez Belerofonte se intimidou, pois foi em busca das terríveis guerreiras, desbaratou-as, e também da terceira proeza saiu vitorioso. No entanto, como o filho de Glauco transpusera os três obstáculos, Iobates recorreu aos mais válidos de seus guerreiros e estes armaram uma emboscada ao valoroso herói. Belerofonte, todavia, salvou-se também desta covarde tocaia, matando, um após o outro, todos os seus inimigos. Diante desta última vitória, o rei compreendeu que nenhuma outra incumbência poderia fazer o filho de Glauco sucumbir e, renunciando a qualquer outra tentativa, concedeu-lhe a filha em casamento.

Estas são as façanhas que, de Belerofonte, nos conta Homero. Contudo, algum outro poeta acrescentou à lenda mais um episódio: isto é, que, sucessivamente, da Lícia o herói regressou a Argos, e que convidou sua pérfida acusadora, a rainha Antéia, para subir com ele no dorso de Pégaso. A mulher aceitou, mas, enquanto o cavalo alado sobrevoava o oceano, Belerofonte atirou-a às ondas, vingando-se, assim, daquela acusação que tinha sido a origem de todas as arriscadas aventuras a que o obrigara Iobates. Esta vingança não está muito de acordo com a figura que de Belerofonte, Homero descreveu, através das palavras de Glauco, pai do herói e valoroso guerreiro na guerra de Tróia. Preferimos, ao invés, embora seja triste, acreditar no que cantava Homero, lá onde diz que, tendo incorrido na ira dos deuses, o vencedor da Quimera (sozinho e consumido pela tristeza), vagava pela Planura Álea, uma enorme área de terra, que Iobates lhe dera como dote da filha. Mas, por que ele acabara odiado pelos deuses, nem Homero nem a mitologia não explicam claramente. Talvez se aproxime da verdade o mito segundo o qual Zeus puniu Belerofonte porque ele, tomado de sacrílega ambição, tentava voar, com Pégaso, até o Olimpo, esquecido do respeito devido à sagrada demora dos deuses súperos. Qualquer que tenha sido a causa de sua punição parece, de todo modo,que, em sua tarda velhice, o herói, que antes tinha sido tão validamente protegido por Zeus e por todos os demais deuses, acabara caindo em desgraça, e tenha vivido, meditabundo e dolente, na solidão, sem parentes, sem amigos, sem afeição. Bem sombrio para um homem que levara a tão feliz êxito desde sua primeira mocidade, tantas proezas e que pode figurar ao lado de Teseu e de Perseu, sem desmerece-los

AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO ANTIGO PARTE VII

O FAROL DE ALEXANDRIA:

Farol de Alexandria. Supõe-se que era composto de três corpos: o embasamento, maciço e triangular, um corpo octagonal, e a câmara do fogo, consistente de um grande turíbulo ornado de colunas gregas. Sua altura era de 183 metros.

O Farol de Alexandria é a única das sete maravilhas do mundo antigo construída para fins utilitários. Ptolomeu Filadelfo, em 279 A.C., valeu-se do arquiteto Ostrato de Cnido para que este construísse, na ilha de Faro, diante de Alexandria, uma torre que servisse de orientação para os navegantes. Nos é difícil imaginar exatamente a forma: entre ás varias hipóteses, prevalece aquela de que era constituído de três corpos, dos quais um, retangular e maciço , formava o embasamento; o segundo, octogonal, continha as repartições alfandegarias e a residência dos guardas; o terceiro , enfim era câmara de fogo. Sostrato, para que o edifício tivesse maior solidez e resistisse à corrosão das águas, empregou, nos alicerces, blocos de vidros, e,  sobre estes, erigiu  a construção  toda, em blocos de mármore ligados por chumbo derretido. Para que a luz do farol não pudesse, de longe, confundir-se com a das estrelas, foi-lhe adaptado um imenso espelho de metal: a luz do fogo, refletindo-se naquela superfície oscilante, aparecia, realmente vibrando. Solidíssimo e resistente às intempéries e à fúria das guerras, o Farol de Alexandria foi demolido, infelizmente, no século XII pela insensatez do califa de Alexandria Al Walid, o qual , julgando que neles se ocultasse um tesouro ordenou que a linda e útil obra fosse arrasada.

AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO ANTIGO PARTE VI

O COLOSSO DE RODES:

Colosso de Rodes, formado por mais de 300 toneladas de bronze, tinha seu interior, até à cintura, lastreado por pesados tijolos, para estabilizar-se.

Quando, em 672, os Árabes invadiram Rodes, a sombra de um corpo gigantesco, submerso pelas águas, deixou-os estupefatos: o Colosso de Rodes, a imensa estátua de bronze, que se erguia à entrada do porto, a cavaleiro de dois diques, jazia desde mais de 800 anos, no fundo do mar, recoberta por algas e moluscos, com as pernas quebradas, o rosto mergulhado na areia. Carete de Lindo e Laccio Lindano tinham sido os arquitetos. Depois de 12 anos de trabalhos (a obra fora iniciada no ano 280 A.C.), Carete, que a tormentosa dúvida de não haver suficientemente providenciado à estabilidade da estátua havia acabrunhado, suicidou-se, e Laccio Lindano prosseguiu, sozinho, os trabalhos. Foram necessárias mais de 300 toneladas de bronze; o interior, preenchido de tijolos até à cintura, e vazio na parte superior, ocultava uma escada, que conduzia à câmara de fogo, posta na cabeça. Todas as noites, os guardas subiam até lá em cima, a fim de acenderem os fachos que, transluzindo dos olhos do colosso, serviam de farol aos navegantes. O colosso, do qual não nos ficou nenhuma documentação, não permaneceu muito tempo no pedestal: realmente, 56 anos depois, um terremoto o fez ruir, e ninguém se importou em retirá-lo das águas, nas quais jazeu até que, após a invasão dos árabes, alguns mercadores providenciaram sua demolição e venderam-lhe o material.

AS SETE MARAVILHAS DO MUNSO ANTIGO PARTE V

A ESTÁTUA DE JÚPITER TONANTE, EM OLÍMPIA:


Estátua de Júpiter (ou Zeus) Tonante, em olímpia. Com cerca de 20 m de altura, foi construída em ouro e marfim e, mediante especiais defumações, assumira uma cor de carne.






Do ano 668 A.C., até 393 da era moderna, á cada quatro anos , em julho, toda Hélade concorria aos jogos olímpicos. Ao terminar o mês, os vencedores, entre os aplausos do povo, eram coroados no templo, aos pés da estátua de Júpiter (Zeus). Concebida por Fídias, que se dedicara à tarefa de antes do ano 440 A.C., a efígie do deus pontificava solenemente, sentada no trono, numa altura de 20 metros. Em marfim, que adequadas defumações haviam tornado cor de carne, eram seu corpo e a imagem da Vitoria, que ele segurava na mão direita; de ouro puro eram as vestes que, com amplas roupagens, lhe cingiam os flancos. Narra-se que Fídias, ao terminar a obra, atirou-se aos pés da estátua e, súplice, implorara de Júpiter um sinal de sua aprovação: subitamente, do céu sereno, desprendeu-se um raio que, iluminando o templo, com tamanho fulgor, que até cegava, foi cair aos pés do artista. Júpiter Tonante demonstrara satisfação pela homenagem.

AS SETE MATAVILHAS DO MUNDO ANTIGO PARTE IV

O TEMPLO DE DIANA, EM ÉFESO:


Templo de Diana, em Éfeso. Várias vezes destruído e reconstruído, o templo, que fôra levantado em 323 A.C., tinha 123 m de comprimento, 127 colunas da altura de 18 m, das quais 36, externas, ornadas, nas bases, com baixos-relevos.

No lugar onde surge a aldeia turca de Aia Soluk, pontificava, outrora, o culto de Diana, deusa da fecundidade. O Templo de éfeso, várias vezes destruído e reconstruído, era considerado um tesouro comum de toda a Ásia, pois não só seus subterrâneos estavam repletos de riquezas,que os sacerdotes deviam ocultamente administrar, mas próprio edifício, obra dos arquitetos Chersifrone e Metagene e dos escultores Scopas e Praxiteles, não tanto pela imponência quanto pela harmonia das proporções, era uma jóia da arquitetura Grega. Mas eis que, no ano 35 A.C., um demente que vivia da generosidade dos peregrinos, numa cálida noite de julho, quando a cidade estava imersa em sono, ateou fogo ao edifício. As chamas tudo destruíram antes que os homens que acorreram pudessem salvar algo das inestimáveis riquezas ali acumuladas. Mas, alguns anos mais tarde, ele ressurgiu, ainda mais fulgido, com seus mármores. 127 colunas iônicas, da altura de 18 metros, cingiam a cela da Deusa. 36 destas, doadas por Creso, rei da Lídia, estavam ricamente esculpidas na base. Coroava-o uma ampla fachada triangular, também lavrada; no interior, os afrescos de Apeles inundavam os espectadores de maravilha, pela beleza e a habilidade dos desenhos. Terminado no ano 323 A.C., o templo teve vida breve semi-destruído pelas hordas dos Gôdos que, nos anos de 260 a 268 A.C., haviam invadido a Ásia Menor, ele se transformou, mais tarde, numa pedreira para os habitantes da aldeia de Aia Solok que, icapazes de compreender-lhe a beleza, utilizaram o material das construções para suas casas.

AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO ANTIGO PARTE III

O TÚMULO DE MAUSOLO EM HALICARNASSO


 

Túmulo de Mausolo,em Halicarnasso-Tinha 41 m de altura.Na camara sepulcral,em planta retangular,erguiam-se 36 colunas de mármore ,com douraduras ;pousava sobre elas uma piramide de 24 degraus ,encimada por um grupo em mármore,representando o rei Mausolo e a rainha Artemisa sobre uma quadriga.








Diante do mar, imediações de Halicarnasso, capital da Cária, na Ásia Menor, erquia-se, até o ano 1.100, um túmulo, magnífico pelos seus mármores e escultura, resplendente pelas decorações policrômicas, imponente pela sua altura. Quando, no ano 352 A.C., após um beneficio reinado, o rei Mausolo morreu, sua esposa Artemisa e todo o povo, desejando perpetuar-lhe a memória com uma obra admirável, convocaram de Atenas, então florescente nas artes e na cultura, os melhores artista da época: os arquiteto Sátiro e Leocares acorreram ao chamado, e logo iniciaram os trabalhos. Navios carregados de mármore vieram do Dodecaneso; escravos e homens livres, que a dor tornava dia a dia mais pálida e débil, quase receando não poder  sobreviver de muito ao esposo, reanimava-os com sua presença e incitava-os a que se apressassem. Dois anos depois, Artemisa morria, mas o povo quis que ela encontrasse repouso ao lado do soberano. Durante muito tempo, ninguém ousou turbar-lhe o sono; 18 séculos depois, quando Halicarnasso não mais existia, salteadores transpuseram que a piedade e gratidão do povo de Cária ofereceram aos seus amados soberanos, como última homenagem.

AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO ANTIGO PARTE II

OS JARDINS SUSPENSOS DE BABILÔNIA:


Mandados construir por Nabucodonosor,eramconstituidos de terraços superpostus.



Esplêndida devia ser Babilônia, quando Nabucodonosor, no ano 604 A.C., após destruir a cidade assíria de Nínive instaurou o II império; mas, quando a filha de Ciassar, rei dos Midas, casou-se com o grande rei, este desejou embelezar magnificamente a cidade, presenteando à amada com um jardim que, pela originalidade de sua estrutura e pela variedade de suas flores, fosse digno de sua beleza. E os arquitetos de Babilônia lançaram-se à tarefa, traçando um ousadíssimo projeto: sobre uma área de 40 metros quadrados, eles levantaram uma sequência de terraços de pedra,  sustidos por amplos arcos da largura de 6 metros, de modo que, visto de baixo, o jardim suspenso parecesse uma alta escadaria transbordante de flores. Sob os arcos, ocultavam-se vastas salas reluzentes de decorações, onde os soberanos poderiam permanecer; além disso, para  que a água jamais faltasse, foi idealizado um genial sistema de irrigação, que terminava, sobre o último terraço, num artístico chafariz. Pouco ou nada ainda resta de babilônia e de seus jardins suspensos, mas as poucas ruínas que a picareta dos pacientes arqueólogos conseguiu trazer à luz valem para testemunhar a veracidade da descrição que dela fizeram os antigos historiadores.

AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO ANTIGO PARTE I

A PIRÂMIDE DE QUEOPS:

Iniciou-se sua construção no ano 2640 A.C ,com blocos de calcário amarelado ,trazidos ,em parte de Tróia.Originalmente ,sua construção atingia 146,59 metros;com o decorrer do tempo,baixou  9 metros.O lado horizontal é de 280,38 m e altura das faces 186,50 m.


Quando Queops, Faraó da IV dinastia, em 2640 A.C , ordenou que lhe fosse erigido um túmulo que, pela altura e imponência, obscurecesse o sol, 100.000 escravos esfalfaram-se sob a canícula solar, durante 20 anos. Núbios, Hebreus, Berberes, povos mediterrâneos, foram acomunados pela mesma fadiga, e, juntos, compartilharam os escassos víveres que lhes forneciam, derramaram o sangue sob a chibata dos algozes, morreram devido aos esforços dispendidos. Aqueles que conseguiram sobreviver, ao termo da obra, foram massacrados, para que ninguém no mundo viesse a ter conhecimento do modo de acesso à cela sepulcral. O Egito, naquela vintena, caiu na desolação. Foi necessário fechar todos os templos, limitar as cerimônias religiosas, sobrecarregar os súditos com taxas e impostos, ordenar aos homens livres que trabalhassem lado a lado com os escravos. Dois milhões e trezentos mil blocos de calcários, pesando duas e meia toneladas cada um, extraídos das montanhas de Mokkatam, foram sobrepostos um sobre outro até atingirem a altura de 149,59 metros. Os trabalhadores tinham, para auxiliá-los, bem poucos engenhos: os cavadores serviam-se de cunhas de madeiras, molhadas, que, enterradas na pedra, ao se dilatarem, partiam-na; os carregadores transportavam os blocos pelo Nilo, mediante enormes jangadas; depois, sobre, trenós de madeira, faziam-nos prosseguir até ao planalto de Al-Gizah, percorrendo uma estrada que custara dez anos de ingentes trabalhos; os escravos pertencentes às obras de pirâmide, afinal, para elevarem os blocos de um degrau a outro, serviam-se, mais do que das grus formadas por troncos de árvores, da força de seus braços. 5000 anos já transcorreram, desde esse tempo. A pirâmide de Queops, a única das "sete maravilhas do mundo antigo" que sobreviveu, quase que intacta, permanece ainda ali como perene testemunha de uma civilização desaparecida,